Santos pega R$ 2 mi emprestado para pagar Leandro Damião

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Em janeiro, o Santos pegou com investidores da Doyen um empréstimo, de € 599.845,00, cerca de R$ 2 milhões na cotação atual, para quitar salários e FGTS do atacante, após Leandro Damião, processar o clube na Justiça do Trabalho por falta de pagamento.

O acordo foi revelado aos conselheiros santistas na última quinta-feira. O documento aponta que houve também um prejuízo de R$ 10,6 milhões nos primeiros três meses desta temporada. Apesar disso, a diretoria demonstrou uma pequena queda no passivo total, que caiu para R$ 367,8 milhões, contra R$ 373,1 milhões em dezembro.

Mesmo efetuando o pagamento dos direitos de Leandro Damião, que esta emprestado ao Cruzeiro até o final do ano, não fez com que ele retirasse a reclamação judicial. No começo de junho, o tribunal condenou o Santos e autorizou a rescisão unilateral do contrato de Damião, o que terá efeito apenas quando o caso tiver transitado em julgado, ou seja, quando não houver mais chances de recurso.

Com a nova ajuda, que deveria ter sido quitada no último dia 15 de julho, o Santos amplia seus débitos com a Doyen. O clube ainda não pagou nenhuma parte do financiamento feito pelos empresários. O montante, que pode variar por conta da cotação do euro, fica 10% mais caro a cada ano por causa dos juros. O presidente Modesto Roma Júnior, em contato com o GloboEsporte.com, confirmou que o pagamento ainda não foi feito.

Esse item faz parte do balancete e informa que só em um ano a contratação do atacante ficou R$ 7 milhões mais cara: o Santos revela um lançamento de R$ 4,1 milhões nas despesas financeiras referentes aos juros e de outros R$ 2,9 milhões de variação cambial. Há uma observação sobre uma possível revisão desses valores, para cima ou para baixo, a depender do desfecho da ação. Modesto não quis comentar essa questão, investigada pelo Conselho Deliberativo.

– Não me compete falar de um assunto que está na comissão de inquérito. São eles que estão analisando. Nossa obrigação é administrar essa crise – afirmou.

Custos em queda

No balancete, o Santos informa uma arrecadação de R$ 38 milhões, 27% a menos do que o orçado para o período. Por outro lado, aponta uma redução de 31% nos custos operacionais – foram gastos R$ 21,2 milhões, contra uma previsão de R$ 30,9 milhões.

O futebol profissional recebeu R$ 16 milhões no primeiro trimestre, enquanto a base teve R$ 2,6 milhões – 9,73% das receitas, valor acima do mínimo estabelecido por estatuto, de 8,5%.

 

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